A insulina é o hormônio que leva o açúcar do sangue para dentro das células. Na resistência à insulina, as células passam a responder mal a esse sinal. Para compensar, o corpo produz mais insulina, e esse excesso favorece o acúmulo de gordura, principalmente na barriga.
Sinais que podem indicar resistência à insulina
- •Acúmulo de gordura na região abdominal
- •Sono e cansaço depois das refeições
- •Fome frequente e vontade de doces
- •Manchas escuras e aveludadas no pescoço, nas axilas ou nas virilhas
- •Triglicerídeos altos e HDL ("colesterol bom") baixo
- •Pressão alta
- •Em mulheres, ciclos irregulares e síndrome dos ovários policísticos
- •Gordura no fígado em exames de imagem
Muitas vezes, porém, ela não dá sinal nenhum, e só aparece nos exames.
Por que ela atrapalha o emagrecimento
Com a insulina alta, o corpo tende a guardar gordura com mais facilidade e a liberá-la com mais dificuldade. A fome e a vontade de doces também aumentam. Resultado: a pessoa se esforça, mas a barriga resiste.
Sem tratamento, a resistência à insulina pode evoluir para pré-diabetes e diabetes tipo 2.
Como é investigada
A avaliação combina a história clínica, o exame físico (incluindo a medida da cintura) e exames como glicemia de jejum, hemoglobina glicada, perfil de colesterol e triglicerídeos e, em alguns casos, a insulina de jejum. Nenhum exame isolado resolve: a interpretação é feita em conjunto.
O que ajuda
- •Exercício físico, especialmente a combinação de treino de força e aeróbico. O músculo em atividade consome açúcar e melhora a resposta à insulina.
- •Reduzir a gordura abdominal, preservando massa magra.
- •Alimentação com menos açúcar e ultraprocessados e mais fibras e proteína.
- •Dormir bem: noites mal dormidas pioram a resposta à insulina.
- •Tratamento medicamentoso quando indicado, sempre com acompanhamento.
Quando procurar avaliação
Se você se reconheceu em alguns desses sinais, ou tem histórico de diabetes na família, vale investigar. A resistência à insulina tem tratamento, e cuidar dela cedo facilita o emagrecimento e protege a saúde.
Conteúdo informativo. Não substitui a consulta médica.